terça-feira, 26 de julho de 2011

Fim de Férias...

Fim de férias é meio que uma encruzilhada. Ou você fica feliz ou você fica triste. Não importa o sentimento, o fim é sempre a sala de aula.
Mas pra uma certa turma, numa certa escola ai, essas férias são especiais. São as últimas de suas vidas escolares. Essas, talvez, sejam felizes e tristes ao mesmo tempo.
Tudo começou há tanto tempo... Eu era uma garotinha novata bem desajeitada e gordinha naquela época. 3ª série para os mais intimos, 4° ano pra nova geração (sim, pq nós já somos velhinhos de 16/17 anos). Lembro que no primeiro dia de aula eu esbarrei no Diretor enquanto corria atrás de uma colega que eu conhecia da minha escola antiga. Olhei para o que tinha interrompido minha perseguição. Só vi um par de pernas. Na verdade, neste tempo o Itamar (com o tempo a gente pega intimidade.rsrs) parecia bem mais alto do que realmente é. Mas eu só consegui observar o rosto dele direito na 4ª série/ 5º ano. rsrs. Acho que eu era baixinha também.
Coisas interessantes aconteceram naquele primeiro dia. Ninguém falou comigo. Exceto a Vanessa. A garota estranha que dormia no primeiro horário, nós estudávamos juntas desde que eu me recordo (Em uma outra escola). E continuamos estudando juntas, só que agora ela não é mais a Vanessa, agora ela é a Vanvan.
Bem, logo percebi que eu estava sozinha, numa escola nova, com gente esquisita. Não foi um bom dia, mas também não foi ruim. Foi apenas o típico primeiro dia de aula em uma escola nova.
O problema era que eu não queria estar lá, eu queria meu colégio antigo, com minha sala antiga e minha carteira antiga. Mas não dava pra voltar. Haviam fechado. Depois de um tempo, o lugar onde eu passei parte da minha infância, virou um clube. Hoje em dia é uma pizzaria. (E toda vez que eu vou lá lembro de onde as coisas ficavam.)
Bem, eu fiquei uma pilha quando minha mãe falou em escola nova. Nervosa, ansiosa, elétrica, um pouco nostálgica também, devo adimitir.
Não foram as melhores sensações do mundo, e eu sei que vou encará-las de novo em breve.
Sair de um lugar seu, seu colégio, sua sala de aula, sua carteira. E ir para... Deus sabe onde.
Com tempo tudo melhorou e piorou . Mas isso é assunto pra outro post. Quem sabe. E depois melhorou de novo.
Mas o fim não poderia ser melhor. Sim, apesar das controvérsias, o Fim.
Mas não por hoje. Só por hoje vamos pensar no começo.
Só por hoje.




“–– Mas a verdade não era nada disso. Verifiquei – acho, aliás, que já sabia disso antes – que não se pode nunca voltar atrás, que não se deve tentar voltar atrás... Que a essência da vida é andar para frente. A vida é na realidade uma rua de mão única, não é?
–– Mais ou menos – concordou o inspetor-chefe.”

Trecho do Livro “O caso do hotel Bertram” de Agatha Christie, tradução de Rachel de Queiroz.


Boa Noite Amigos.
Bjs, bjs. Kyara.

Nenhum comentário:

Postar um comentário